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8 de março de 2021

Mulheres Superpoderosas: histórias de 10 gigantes

O mês de março é marcado pelo Dia Internacional da Mulher, que celebra as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres ao longo dos anos. Longe de ser uma data comercial para vender flores e bombons, o dia 8 de março é um dia de reflexão sobre o papel da mulher na sociedade. Por isso, reunimos histórias de algumas das mulheres mais importantes do mundo.

Simone de Beauvoir

Simone de Beauvoir viveu entre 1908 e 1986. Foi uma escritora francesa, filósofa, intelectual, ativista e professora. Sempre apaixonada pelos livros, escreveu diversas obras. É autora de um dos maiores clássicos do movimento feminista “O segundo sexo”, de 1949. Simone lecionou em diversas escolas nas décadas de 30 e 40. Com a ocupação nazista na França, fugiu do país, retornando depois da guerra. Foi considerada uma das maiores teóricas do feminismo moderno e uma de suas frases mais célebres é: “Ninguém nasce mulher: torna-se mulher.

Rosa Sparks

Rosa Parks viveu de 1913 até 2005. Foi uma ativista do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos. Entrou para a história em 1955 por afrontar as leis de segregação racial vigentes à epoca. Em Montgomery – capital do Estado de Alabama, no Sul dos Estados Unidos, local onde ocorriam os maiores conflitos raciais do país – desde 1900, por lei, os primeiros assentos dos ônibus eram reservados aos passageiros brancos. No dia 1 de dezembro de 1955, quando voltava do trabalho, Rosa Sparks se negou a ceder o seu assento em um ônibus para um homem branco. A polícia foi chamada, Rosa Parks foi detida e levada para a prisão por violar a lei de segregação do código da cidade, apesar de não estar sentada nas primeiras cadeiras. A prisão de Rosa desencadeou um boicote aos ônibus urbanos. Trabalhadores negros e os simpatizantes da causa optaram por ir a pé ao trabalho, o que causou grande prejuízo para a empresa de transporte.

Florbela Espanca

Florbela Espanca viveu entre os anos de 1894 e 1930. Foi uma importante poetisa portuguesa e uma das primeiras feministas de Portugal. Com sete anos, começou a escrever seus primeiros textos e assinar com o nome de “Flor d’Alma da Conceição”. Nesse mesmo ano, escreveu “A Vida e a Morte”, seu primeiro poema. Sua obra tem forte teor emocional, na qual o sofrimento, a solidão, e o desencanto se unem ao desejo de ser feliz. Em 1914, ela e o marido Alberto Moutinho montaram uma escola em Redondo, na Serra d’Ossa, Alentejo, onde Florbela passou a lecionar. Também foi colaboradora do jornal “Notícias de Évora” e participou de um grupo de mulheres escritoras. Depois de concluir o curso de Letras, ingressou no curso de Direito da Universidade de Lisboa. 

Helena Kolody

Helena Kolody viveu de 1912 até 2004. É considerada uma das maiores representantes literárias do Estado do Paraná. Filha de imigrantes ucranianos, nasceu na cidade de Cruz Machado e, aos 12 anos, já na cidade de Rio Negro, escreveu seus primeiros versos. Aos 16 anos, teve seu poema “A Lágrima” publicado na revista “Marinha”, de Paranaguá. Lecionou por 23 anos na Escola Normal de Curitiba e, em 1941, publicou seu primeiro livro “Paisagem Interior”, dedicado ao seu pai, Miguel Kolody. A obra ficou em segundo lugar no concurso de poesia da Sociedade de Homens de Letras do Rio de Janeiro. Foi muito criticada por escrever seus primeiros haicais, mas não se abateu e continuou publicando essa forma de poesia. A obra de Helena Kolody teve grande repercussão no cenário literário brasileiro, foi reconhecida por grandes escritores como Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meirelles e Paulo Leminski.

Cecília Meirelles

Cecília Meireles viveu entre 1901 e 1964. Foi uma poetisa, professora, jornalista e pintora brasileira. É dela a primeira voz feminina de grande expressão na literatura brasileira, com mais de 50 obras publicadas. Com 18 anos estreou na literatura com o livro “Espectros”.

Em 1922, participou da Semana de Arte Moderna e integrou o grupo da revista Festa. Embora mais conhecida como poetisa, deixou contribuições no domínio do conto, da crônica, da literatura infantil e do folclore.

Anita Malfatti

Anita Malfatti viveu de 1889 até 1964 e foi uma grande artista plástica brasileira. Descendente de alemães e de nacionalidade norte-americana, nasceu com uma atrofia no braço direito e teve que aprender, com a ajuda de uma governanta, a usar a mão esquerda. Anita aprendeu a pintar com a mãe, que após a morte do marido dava aulas de pintura e línguas, para sustentar a família. A artista estudou na Academia Real de Belas Artes em Berlim, onde estudou pintura expressionista para expressar o emocional, distorcer formas e usar cores pouco reais. Anita também participou da Semana de Arte Moderna de 1922, e integrou, ao lado de Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Menotti De Picchia, o Grupo dos Cinco.

Emília Ferreiro

Emilia Ferreiro nasceu em 1936. É uma psicóloga, pesquisadora e escritora argentina, radicada no México. Por meio da psicolinguística desvendou os mecanismos pelos quais as crianças aprendem a ler e escrever. Em 1982, publicou com Margarida Gómez Palácio o livro, “Nuevas Perspectivas Sobre los Procesos de Lectura y Escritura”, resultado das pesquisas feitas com mais de mil crianças. O estudo de Emília Ferreiro revolucionou a maneira de se pensar a alfabetização e influenciou a educação brasileira a partir dos anos 90. Ela foi responsável por inverter a lógica tradicional de educadores que, até então, só se preocupavam com a aprendizagem quando o aluno parecia não aprender. Tanto as descobertas de Piaget como as de Emilia levaram à conclusão de que as crianças têm um papel ativo no aprendizado. Elas constroem seu próprio conhecimento. Foi assim que nasceu o termo “construtivismo”.

Emmi Pikler

Emmi Pikler viveu entre os anos de 1902 e 1984. Ela foi uma pediatra austríaca que, durante mais de trinta anos, dirigiu uma instituição de acolhida a crianças órfãs e abandonadas. O Instituto Lóczy se converteu no Instituto Nacional de Metodologia, um centro piloto para formação para médicos, enfermeiras, psicólogos, pedagogos, mestres e cuidadores que trabalham com educação de crianças de 0 a 3 anos. A Metodologia Pikler Lôczy, desenvolvida por ela, se baseia nos seguintes aspectos: movimento livre;  autonomia;  rotinas e cuidados privilegiados. De acordo com o método, a criança é tratada com todo respeito, e deve ter uma participação ativa no seu próprio desenvolvimento, em vez de receber passivamente os estímulos e atenções vindos dos adultos. Assim poderá conquistar sua autonomia de maneira segura e com bons referenciais para vida.

Madame d’ Aulnoy

Madame d’ Aulnoy viveu entre 1650 e 1705. Foi uma escritora francesa criadora dos Contos de Fadas. Ela nomeou suas obras de contes de fée (contos de fadas). A partir daí surgiu a expressão que dá nome ao gênero. Em 1690, ela abriu um salão literário em Paris e foi recebida na Academia dos Ricovrati de Pádua como a sétima mulher a ser celebrada entre seus membros. Era chamada de ‘’A eloquente’’ e “Clio’’, a musa da história.

Madame d’ Aulnoy sempre procurou contar histórias de uma maneira coloquial, muitas delas tinham uma personagem feminina bem ativa. Entre suas principais obras da literatura de contos de fadas estão: O Pássaro Azul e O Cabelo Dourado.

Carolina Maria de Jesus

Carolina Maria de Jesus viveu entre 1914 e 1977. Foi uma escritora mineira que, apesar de ter apenas dois anos de estudo formal, tornou-se nacionalmente conhecida por sua obra literária. Em 1960, publicou o livro Quarto de despejo: diário de uma favelada, que relatava o dia a dia na favela do Canindé, na cidade de São Paulo.

Carolina Maria de Jesus, considerada uma das mais importantes escritoras negras da literatura brasileira, gostava muito de ler e foi isso que mudou a sua vida. O hábito da leitura foi o primeiro movimento que a fez sair do contexto da favela.

A autora recebeu homenagens da Academia Paulista de Letras e da Academia de Letras da Faculdade de Direito de São Paulo, além de receber um título honorífico da Orden Caballero del Tornillo, na Argentina, em 1961.

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